NATAL SIM! ABORTO NÃO!

NATAL SIM! ABORTO NÃO!

 

A agenda hedonista adotada por muitos países tem alcançado igualmente muitas autoridades brasileiras. O aborto, que é tema recorrente nesta agenda, tem sido defendido abertamente até por alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiram recentemente desconsiderar o Código Penal e aceitar que o aborto praticado até a 12ª semana de gestação não é crime. A posição da primeira turma do STF, composta por cinco ministros, reforça a ideologia abortista e está amparada num posicionamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) publicado em 2013. Tal decisão tem sido rejeitada por boa parte dos médicos brasileiros, muitos dos quais alegam que o CFM não promoveu uma discussão ampla e isenta da questão.

Na Bíblia Sagrada encontramos um exemplo semelhante de atentado à vida. Por considerar que o nascimento de um bebê poderia causar prejuízo a um projeto pessoal, o rei Herodes tentou matar Jesus. Ao tomar conhecimento de que nasceria em Belém da Judéia o menino esperado para ser “rei dos judeus”, Herodes desconsiderou o valor da vida humana e planejou eliminá-la (MATEUS 2:13). Segundo as Escrituras, por não conseguir encontrar Jesus, “Herodes mandou matar todos os meninos de dois anos para baixo que havia em Belém, e em todos os seus arredores” (MATEUS 2:16).

Em contraposição ao perverso Herodes, José demonstrou grande respeito a Deus, Autor da vida, e à vida do inocente bebê gestado no ventre de Maria. Mesmo não compreendendo as coisas que estavam acontecendo, visto que ele e Maria não haviam ainda se envolvido intimamente, e sentindo-se prejudicado com a notícia da gravidez, José assumiu o dano para si e não atentou contra a vida. MATEUS 1:19 relata: “como José, seu esposo, era justo e não a queria infamar, intentou deixá-la secretamente”. O final dessa história é muito conhecido: o nascimento de Jesus foi explicado pelo anjo, tornando-se uma grande alegria para José e para a humanidade. O Natal de Jesus é a festa da preservação da vida!

A vida da mãe e do bebê são desprezadas quando o aborto é admitido. Um bebê com 12 semanas é uma vida desenvolvida, capaz de sentir-se protegida por sua mãe ou ameaçada, tanto que pode sentir dor. A mãe que pratica o aborto pode ficar infértil, adquirir distúrbios graves em seu corpo e em sua mente, e até mesmo morrer, ainda que o aborto seja praticado num ambiente hospitalar. Muitas mulheres jamais superam a culpa de terem assassinado uma vida indefesa. A questão do aborto não deve ser reduzida à mera satisfação da mulher que, muitas vezes, de forma egoísta declara ser dona do próprio corpo e não percebe que dentro do seu corpo há um outro corpo, uma outra vida que ainda não pode opinar acerca do seu destino.

Lenise Aparecida Martins, bioquímica e professora do Departamento de Biologia Celular da Universidade de Brasília, em defesa veemente da vida humana que desenvolve-se no útero, questiona: “Por que o governo protege os ovos de tartaruga e não quer proteger a vida intrauterina?”. Sabe-se que os motivos sócio-econômicos, ou seja, relacionados à falta de recursos para criação do bebê, são apenas 3% dos casos, segundo o médico Daniel Serrão.

Devemos dizer não ao aborto, considerando inviolável o direito à vida, lembrando aos adultos abortistas que eles podem impedir o nascimento de uma vida especial, uma vida que poderá inclusive mudar para melhor suas vidas ou a vida de outros adultos. Quantas pessoas desejam adotar uma criança e amá-la como um filho deseja ser amado! Quantos países desejam o nascimento de maior número de crianças que contribuirão para a continuidade da história da nação! É preciso estimularmos a sexualidade responsável e não a inconsequência de quem utiliza-se do aborto como um escape para sua falta de responsabilidade.

Vamos orar e trabalhar para que todo bebê vivencie com segurança e amor a fase do pré-natal e, em seguida, tenha direito ao seu natal. É tempo de dizer em alto e bom som: Natal sim! Aborto não!

 

Pr. Tarcísio Farias Guimarães, casado para sempre com Sâmela, pai de Susan (6 anos) e Társis (4 anos), crianças que já tiveram apenas 12 semanas de vida.

 

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