Whatsapp

            Decidi não instalar em meu telefone celular o aplicativo mais popular de todos os tempos: o Whatsapp. Não que eu o considere inútil. Apenas entendi que o estilo de vida escolhido por mim é incompatível com as expectativas que os usuários do Whatsapp normalmente tem. E muita gente que utiliza o Whatsapp está morrendo de vontade de viver como eu vivo! Tenho perfil em uma outra rede social (decidi manter apenas um canal de comunicação nessa modalidade), leio e-mail’s regularmente e acesso a internet sempre que preciso. Mas, ainda assim, tenho sido convidado por muitas pessoas a aderir ao mundo dos Whats. Uns querem poder falar comigo instantaneamente, outros querem me enviar os memes mais engraçados do momento, outros não pensam e, por isso, me vêem como um ser ultrapassado e desconectado do mundo virtual.

            O Whatsapp poderia ser tão somente um meio rápido, barato e objetivo de comunicação entre pessoas e instituições, mas tornou-se o vício de muita gente. E todo vício é perigoso, porque escraviza e não respeita o andamento normal da vida que o viciado deveria ter. Por isso, sugiro a você que pense um pouco mais antes de concluir que não há vida fora do Whatsapp e, se você está dependente deste aplicativo para organizar sua vida, revise seu estilo de vida. Não seja mais um dependente digital, transtorno que já preocupa a comunidade médica nestes dias de submissão indiscriminada às “maravilhas” da tecnologia.

           Conheço gestores insatisfeitos com a insistente “olhadinha” no Whatsapp de colaboradores das suas empresas em horário de trabalho. Casais que já não mais conversam em paz porque as conversas do Whatsapp não podem esperar um pouco. Filhos que gostariam de rir e brincar com seus pais, mas apenas são expectadores das risadinhas de seus pais conectados às piadinhas dos grupos de Whatsapp. E o que dizer dos grupos que conversam superficialidades o tempo todo e cobram participação de todos os agrupados? E aquele outro grupo onde as pessoas se agridem e resolvem suas diferenças na “presença” de muita gente que se quer conhece os fatos mencionados? E a resposta que tem que ser dada logo, se possível para ontem? Há quem envie Whats enquanto dirige, almoça, estuda, toma banho, participa do culto na Igreja e, pasmem, quando dorme!

         Parafraseando o texto bíblico, “se o Whatsapp te faz tropeçar, desinstala-o e lança-o fora de ti; melhor é viver em paz e sem Whatsapp do que viver atribulado e conectado ao aplicativo”. Ou você acredita mesmo que vale a pena passar o dia inteiro olhando os grupos do Whatsapp, em busca de uma novidade ou de uma resposta que foi esquecida, enquanto aquilo que há de mais importante na vida é deixado para qualquer outro dia? Está claro que existem pessoas moderadas na utilização dos recursos digitais e que jamais se deixarão transtornar por aquilo que deveria facilitar a vida. Estes devem ser imitados!

          Pare e pense na qualidade dos seus relacionamentos reais, o que envolve tempo de qualidade para si mesmo, para aqueles que te cercam e para o seu Deus. E não hesite em abandonar o Whatsapp se ele te tem feito abandonar a vida abundante que você recebeu de Cristo. Ah! Leia mais a sabedoria eterna da Bíblia do que a sabedoria passageira do grupo de Whatsapp. Você estará a um passo de avaliar crítica e corajosamente a cultura contemporânea!

Pr. Tarcísio Farias Guimarães

One thought on “Whatsapp”

  • Olá Pr. Tarcísio, a Graça e a Paz do nosso Senhor Jesus!
    Como recomendado pelo senhor, li sua postagem e concordo com tudo que foi dito acima.

    Acho sim, que as pessoas estão se deixando levar pelas redes e estão sendo ”enredadas” por elas. Os relacionamentos já não são os mesmos, não tem mais qualidade, isso é lamentável. As pessoas se reúnem para tirar fotos e não mais para conviverem umas com as outras. Ninguém pode tocar na mesa antes das fotos e a maioria deles não larga o celular enquanto come.

    Eu tenho uma loja virtual, por isso, preciso das redes sociais para divulgação da mesma, mas não deixo que elas me dominem.
    Procuro ter prudência na hora de utilizá-las, dando sempre prioridade a quem está comigo pessoalmente.

    Em fim… obrigada por compartilhar, mais uma vez, esta bela e polêmica mensagem.

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    Karla Laura

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