PAZ PARA DIVINÓPOLIS

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A violência explícita que agrava a crise social do Brasil parece não ter as mesmas configurações que conhecíamos há alguns anos. Outrora urbana, agora prolifera-se nas áreas rurais, tal como se faz quando é aberto um novo filão de mercado. Tradicionalmente  masculina e adulta, a violência em nossa sociedade é cada vez mais praticada por mulheres e menores. Das regiões metropolitanas migrou para cidades de pequeno, médio e grande porte indiscriminadamente. Na categoria de cidade grande está Divinópolis, cidade pólo do Centro-Oeste Mineiro, com mais de 230.000 habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2015.

A violência crescente em nossa cidade não é novidade, mas ainda assim causa grande comoção social quando crimes bárbaros são noticiados, o que aconteceu recentemente em dois casos com vítima fatal, tendo esses dois crimes graves pequeno intervalo de tempo. O que se vê nas ruas e nas casas é a incerteza quanto aos rumos da nossa sociedade, bem como um clamor generalizado por paz. Mais do que aumento no efetivo policial da cidade, ansiamos pela resolução dos problemas sociais que alimentam a violência, a exemplo da comercialização de entorpecentes. Desejamos muito testemunhar o ressurgimento de uma cultura de bondade e generosidade nas relações interpessoais.

A Igreja de Cristo em Divinópolis está diante de uma grande oportunidade. Imersos neste cenário conflituoso, os crentes em Jesus podem contribuir para que haja paz nesta cidade, afinal somos discípulos do Príncipe da Paz (Isaías 9:6), Aquele que nos oferece sua duradoura paz: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33).

As boas novas de salvação são chamadas nas Escrituras, muitas vezes, de Evangelho da Paz. Essa é a nossa mensagem, que sempre foi e sempre será a resposta divina ao coração humano atribulado: “E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas” (Romanos 10:15). A pregação fiel do Evangelho é um convite aos homens para que busquem a paz consigo mesmos, com o próximo e com Deus. Somos os portadores dessa mensagem, continuadores da obra iniciada por Jesus Cristo neste mundo mal. Jesus disse muitas vezes aos seus discípulos: “Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós” (João 20:21).

Podemos cultivar relações amistosas e dar tratamento digno àqueles que nos cercam, levando-os a reproduzirem estas atitudes em sociedade. O conselho bíblico é para que nos esforcemos em prol da paz no trânsito, na vizinhança, no ambiente doméstico, no contexto profissional, no relacionamento com os outros cristãos, nas redes sociais e em qualquer outra instância de vivência social: “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Romanos 12:18). E ainda recebemos a ordem do Senhor para fugirmos da prática do mal, que é oponente da paz: “Aparte-se do mal, e faça o bem; Busque a paz, e siga-a” (I Pedro 3:11)

Sabemos que a plena paz é uma utopia para este mundo. Esta conquista nos está reservada para o céu, por isso, depois de todos os esforços feitos em prol da paz, se ainda estivermos diante de muitos conflitos e atos de violência, devemos nos apegar à promessa de Jesus: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27). Devemos buscar novo ânimo no Evangelho e prosseguir na caminhada diária da fé, certos de que “a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Filipenses 4:7).

Oremos ao Senhor para que Ele mesmo nos dê muitas oportunidades de semearmos a paz em Divinópolis e para que Ele nos guarde em todo tempo, afinal “se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” (Salmos 127:1).

 

Pr. Tarcísio Farias Guimarães

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