ROMA NUNCA MAIS!

A Reforma Evangélica do século XVI, da qual os batistas também são herdeiros e, ao mesmo tempo, continuadores, gerou uma profunda e irreversível ruptura com a Igreja Católica Romana. O anseio de muitos grupos cristãos e de muitos cristãos que agiram individualmente era, inicialmente, a restauração da doutrina bíblica no seio da Igreja Católica, o que não foi possível em face das grandes resistências do clero romano, sempre interessado em manter seu domínio político e seus privilégios alcançados na Idade Média sobre a cristandade. Por toda a Europa da Era Moderna, surgiram movimentos de retorno às Escrituras e de rejeição às práticas romanas fundamentadas tão somente na tradição católica.

O entendimento dos cristãos comprometidos com as doutrinas bíblicas era de que não havia no Romanismo disposição verdadeira para revisar-se. Naqueles dias, falava-se muito que “Roma é sempre Roma”. Os batistas, que afirmaram-se como denominação organizada no século XVII, também disseram não a muitas heresias católicas: infalibilidade papal, venda de indulgências, adoração de imagens, co-redenção por meio de Maria, salvação por meio de obras, confissão auricular, purgatório, penitência por meio de castigos físicos, celibato obrigatório dos sacerdotes, missa de 7º dia, clericalismo, sacramentalismo, alianças com o poder estatal etc.

Essa bela história de separação de Roma e de busca incessante pela compreensão da Bíblia tem sido negada por vários grupos que, identificando-se como evangélicos, comportam-se como se em Roma ainda permanecessem. Jesus afirma que “Ninguém deita remendo de pano novo em roupa velha, porque semelhante remendo rompe a roupa, e faz-se maior a rotura. Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás rompem-se os odres, e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam” (Mateus 9:16,17). Assim também não é aceitável que um cristão professe a fé evangélica e continue envolvido com práticas romanas estranhas ao Evangelho.

Volta a Roma todo aquele que vende ou compra sabonete ungido, água para tratamento espiritual, vassoura para limpeza de ambiente amaldiçoado, bem como toda sorte de quinquilharias do paganismo gospel. Quem idolatra seus “apóstolos” e pratica a conhecida “tietagem” dos artistas que lucram alto com os badalados shows do mundo gospel, volta ao clericalismo romano. Quem busca novas revelações e experiências estranhas à Palavra de Deus volta à conhecida atitude romana de desprezo às Escrituras, constituindo suas próprias tradições e validando-as por suas próprias visões enganosas. Quem despreza o culto centralizado na leitura e exposição fiel da Bíblia volta a Roma, normalmente sob pretexto de contextualização do culto cristão.

Há evangélicos que ultrapassam a subjetividade de suas práticas semelhantes à espiritualidade romana e até declaram abertamente sua simpatia ao Ecumenismo Cristão, movimento mundial que luta pela unificação das diferentes tradições cristãs, cuja liderança natural e predominância numérica pertencem à Igreja Católica Romana. Vemos, com pesar, multiplicarem-se os cultos ecumênicos e as declarações de lideranças evangélicas em prol do engano ecumênico. É politicamente incorreto nos nossos dias posicionar-se contrário às iniciativas de caráter ecumênico.

Um dia, quando estivermos finalmente diante do nosso Senhor para prestar-lhe contas de tudo que fizemos, seremos questionados quanto à nossa fidelidade a Cristo. Ele não nos perguntará sobre a nossa popularidade, capacidade financeira das nossas Igrejas, beleza da nossa música ou qualquer outro elemento valorizado pela cultura contemporânea. Ouviremos as seguintes palavras do Senhor: “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mateus 25:21).

Se você ainda está associado à Babilônia Romana, atente para aquilo que diz o Senhor: “Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas” (Apocalipse 18:4). Roma nunca mais! Sejamos fiéis a Cristo até o fim!

 

  Pr. Tarcísio Farias Guimarães

     

Deixe uma resposta