TODAS AS RELIGIÕES SÃO BOAS?

TODAS AS RELIGIÕES SÃO BOAS?

 

Em nossa cultura contemporânea constitui-se lugar comum a afirmação de que toda religião é boa, portanto, admite-se facilmente que todas as religiões são iguais e levam o homem a Deus, mesmo quando a religião em questão desconsidera a existência do Deus Eterno ou a necessidade de comunhão com Ele. É politicamente correto reconhecer que todas as religiões são boas, mas isso pode ser comprovado honestamente? Considerando-se o credo e a prática de certos grupos religiosos, podemos chegar a uma conclusão diferente da visão ecumênica.

Ao olharmos a questão pelo retrovisor da História, perceberemos o estabelecimento de práticas e a transmissão de ideias religiosas reprováveis no passado. O tribunal conhecido como “Santa Inquisição”, estabelecido pela Igreja Romana, promoveu muitas perseguições, prisões, apropriações indevidas de bens, mortes e destruições de obras julgadas perigosas ao longo de alguns séculos. A perseguição religiosa e o assassinato de judeus foram estimulados pela mesma Igreja, moldando ideias enraizadas entre os povos, dentre as quais destaca-se a ação nazista contra milhões de judeus na primeira metade do século XX. Outros grupos religiosos toleraram doutrinas que negaram ao negro a condição de ser espiritual amado e aceito por Deus. As crianças mortas em rituais macabros e os feitiços elaborados para destruir vidas são capítulos reais e tristes da História das Religiões.

Em nossos dias, convivemos com o terrorismo praticado de modo contumaz por grupos islâmicos. Pessoas são assassinadas, violentadas sexualmente, roubadas e expulsas de suas casas sob a acusação de heresia. Dum modo geral, nos países de maioria muçulmana, é negado ao cidadão o direito de não ser muçulmano.

Em nome de Deus, o abuso religioso tem sido praticado pelos pregadores da Teologia da Prosperidade. Perdas financeiras elevadas e o abalo da saúde emocional têm sido constatados com frequência impressionante. A influência do discurso religioso e da posição ocupada por certos líderes, tem servido para humilhar, oprimir, auferir vantagem financeira, garantir votos em campanhas eleitorais e prejudicar a mente de gente que, desesperada, chega aos cultos religiosos em busca de amparo e encorajamento para vencer as frustrações do viver.

Temos visto ainda pessoas enfermas sendo estimuladas a abandonarem tratamentos médicos, sob a influência de grupos que mantêm a rejeição ao saber científico e fazem promessas de cura que não se cumprem. A proibição à doação e ao recebimento de sangue têm colocado a morte de muitas pessoas na conta dos abusos praticados por certas religiões. Nestes grupos, caso algum membro aceite tal tratamento, passa a ser considerado herege.

Neste contexto religioso maléfico, precisamos nos revisar constantemente para que não sejamos participantes de qualquer ato abusivo em nome de Deus. Precisamos nos alinhar à Palavra de Deus e nos aprofundar em seus ensinamentos, para que não sejamos reprodutores de interpretações equivocadas e participantes de práticas religiosas inaceitáveis.

Sejamos pregoeiros da verdade, sempre confiando na perfeita e sobrenatural ação divina que convence o coração humano, rejeitando qualquer espécie de manipulação psicológica daqueles que nos ouvem. Sem utilizarmo-nos da força e da violência, com amor e em oração, valorizemos sempre a voluntariedade e a liberdade religiosa do outro, a fim de que este indivíduo abandone o pecado e abrace a vida abundante que há em Cristo por convicção. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas” (II Coríntios 10:4).

Oro para que jamais os meus irmãos em Cristo sejam encontrados em guerras religiosas, sejam estas travadas presencialmente ou no ambiente virtual, pois, a religião que promove a violência não se coaduna com o Deus de toda graça revelado nas páginas da Bíblia Sagrada.   A religião que promove o mal não é igual à religião que promove o bem!

 

 

Pr. Tarcísio F. Guimarães

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