Há algo de transformador em aprender a contar as bênçãos. Em Salmos 103.1–5, o salmista nos convida a uma prática que ultrapassa a gratidão meramente verbal ou ocasional: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome”. Isso é um chamado à adoração consciente, que nasce de um coração que se recusa a esquecer quem Deus é e tudo o que Ele faz.
Contar as bênçãos é um exercício espiritual que nos liberta da ingratidão, da murmuração e da constante comparação. Em um mundo cada vez mais dinâmico, porém marcado pela insatisfação e pela busca incessante por mais, é fácil perder de vista os benefícios diários que recebemos das mãos do Senhor. Por isso, o salmista exorta: “não te esqueças de nenhum só de seus benefícios”. Ele nos lembra que é Deus quem perdoa todas as nossas iniquidades, sara as nossas enfermidades, redime a nossa vida da perdição e nos coroa de benignidade e misericórdia. Cada uma dessas ações revela a graça ativa de Deus em favor do seu povo.
Quando paramos para enumerar as bênçãos, percebemos que nossa história não é definida apenas por lutas e dores, mas também por incontáveis manifestações da fidelidade divina. O simples fato de acordar, respirar, ter alimento e abrigo já é motivo suficiente para louvor. Contudo, o salmista nos conduz a uma compreensão ainda mais profunda: as maiores bênçãos não são materiais, mas espirituais. O perdão que restaura, a cura que alcança a alma, a redenção que resgata e a misericórdia que nos sustém são tesouros eternos que fortalecem a fé e renovam a esperança.
Esse exercício de gratidão transforma nossa maneira de enxergar a vida. Ao contar as bênçãos, mudamos o foco: deixamos de olhar para o que nos falta e passamos a reconhecer o que já possuímos. A alma é fortalecida, a fé é renovada e o coração se enche de alegria. Cada bênção lembrada se torna uma pedra preciosa que ornamenta uma coroa de louvor oferecida ao Senhor.
Contar as Bênçãos é, portanto, um convite à prática diária de reconhecer a bondade de Deus. Não se trata de negar as dificuldades, mas de interpretá-las à luz da graça. Quem aprende a contar as bênçãos descobre que a vida é sustentada por um Deus que “farta de bens a tua velhice, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia”.
Que cada um de nós aceite esse convite: paremos, reflitamos e contemos as bênçãos. Ao fazê-lo, perceberemos que há muito mais motivos para agradecer do que para reclamar. E, como o salmista, poderemos declarar com convicção e reverência: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor”.
Que Deus nos abençoe!
Pr. Alex Oliveira – vosso servo!