A ILUSÃO DO CARNAVAL!

O Brasil é reconhecido mundialmente como o país do carnaval. Embora essa festa aconteça em várias partes do mundo, é no Brasil que ela ganha maior expressão. Por causa de seu clima tropical e a festa acontecer em pleno verão, talvez seja por isso que milhões de turistas prefiram vir para cá, em vez de viajar para outros países onde o clima não é tão convidativo assim. Afinal, quanto maior o calor, menor o pudor.

Por conta disso, durante quatro dias, grande parte do povo brasileiro se entrega à imoralidade sexual, à bebedeira e à promiscuidade. É sabido que no mundo todo há excessos, mas parece que aqui no Brasil, tudo é exponencializado. É claro que existem aqueles que preferem fugir do agito e da bagunça realizando retiros espirituais e preferindo o sossego dos sítios ao barulho ensurdecedor dos clubes e das avenidas

Mas, a bem da verdade, falando de forma direta e pontual, o carnaval não passa de uma oportunidade para se liberar os instintos mais profanos e pecaminosos guardados no coração. Para milhares de pessoas, durante os dias da festa, parece ser proibido qualquer tipo de repressão. É a época propícia para se exibir os corpos, lotar os motéis e gerar grande lucro à indústria da bebida. Anticoncepcionais e preservativos têm suas vendas triplicadas, e as pílulas do dia seguinte são procuradas como nunca. As ruas ficam tomadas pelo lixo, e a baderna domina as madrugadas. Roubos, assaltos, o aumento da criminalidade e a violência nas estradas também ganham destaque nos principais jornais e sites de notícias.

Nos canais abertos, e em alguns fechados também, o que se vê são homens e mulheres seminus — muitos deles pais e mães de família — dando péssimos exemplos aos seus filhos, quebrando vários princípios bíblicos quanto à pureza sexual e preservação do corpo, afrontando o Criador, que é bendito eternamente.

Carnaval é pecado, ainda que muitos digam que não. Infelizmente, entre aqueles que o defendem estão também muitos que se dizem cristãos,  afirmando ser essa uma época propícia para a evangelização. O problema é que muitos dos que assim dizem simplesmente estão lá, pulando, gritando, cantando e sambando — menos, é claro, evangelizando. Mas pergunto: que tipo de evangelismo é esse que me coloca no meio da folia, fantasiado, com o rosto pintado, segurando uma placa ou usando uma camiseta com os dizeres “Jesus é Rei”? Rei de quê? Rei do quê? Isso soa mais como desculpas esfarrapadas do que como justificativas plausíveis.

Na verdade, há muitos em nosso meio que nunca conseguiram romper de fato com o mundo. Assim, forjaram um cristianismo para si mesmos, no qual a graça se tornou uma espécie de salvaguarda para se fazer o que quiser, desde que — claro — não se extrapole certos limites. Para estes, o carnaval, assim como outras festas, é um “presente da vida” que deve ser vivida de forma plena, sem culpa, sem medo, sem a neurose da religião. Com suas consciências cauterizadas, repetem para si mesmos o jargão: “Está tudo bem, afinal de contas, eu sou livre…”

Que Deus tenha misericórdia do povo brasileiro e, principalmente, daqueles que se dizem Seu povo, mas que ainda não decidiram de que espírito são. Como igreja, oremos para que Deus nos mantenha íntegros, com os nossos corações totalmente satisfeitos Nele. Em Jesus nossa alegria independe de cores, plumas e paetês, e o melhor, não termina na quarta-feira.

Que o Senhor nos abençoe!

Pr. Alex Oliveira – vosso servo