Hoje, segundo domingo de junho, as igrejas batistas comemoram o “Dia do Pastor”. Para nós, pastores, é um momento de muita alegria por conta de todas as manifestações de carinho recebidas ao longo do dia, o que faz com que nos sintamos valorizados e amados por nossa comunidade de fé. Em todas as igrejas batistas, momentos singulares marcam as celebrações dominicais onde as mesmas tem a oportunidade de expressar seu amor por aqueles que se dedicam a pastoreá-las.
Mas que tal se neste dia do pastor pensássemos no pastor não apenas como o ministro da igreja — aquele que veste seu terno e gravata e está sempre à frente pregando, argumentando e exortando o seu povo? Que tal se os irmãos nos virem além dos púlpitos, das visitas, das risadas e dos apertos de mão?
Neste Dia do Pastor, gostaríamos de convidar os irmãos a nos verem além da indumentária e além daquilo que costumeiramente fazemos. Convidamos os irmãos a nos definirem como aquilo que realmente somos:
EM PRIMEIRO LUGAR, “SERVOS” – Quando o Senhor nos chamou para servi-lO, nos entregou um povo. Não um povo qualquer, mas um povo especial, diferente de qualquer outro povo. Ao fazer isso, recebemos a seguinte ordem: “Apascentem o meu rebanho, sirvam-no e dediquem-se a ele”. Essa é a nossa missão. Pastores não são donos do rebanho, nem seus mandatários, mas seus servos. É assim que queremos ser vistos. Não estamos aqui para sermos servidos, mas para servi-los. O que para muitos seria um fardo, para nós, é um imenso privilégio.
EM SEGUNDO LUGAR, “HUMANOS” – Erramos e somos falíveis. Às vezes, no desejo de acertar, cometemos erros. No desejo de curar, machucamos. No desejo de nos aproximar, acabamos afastando. Essa é nossa realidade. Infelizmente, nem sempre superamos expectativas, pelo contrário, quantas vezes deixamos muito a desejar, embora possamos sempre contar com a paciência da igreja e com a misericórdia de Deus sobre nós. Não usamos capas, nem voamos. Somos apenas… humanos!
MAS EM TERCEIRO E ÚLTIMO LUGAR, “IGUAIS” – Somos daqueles que também precisam ser pastoreados. Antes de sermos pastores, somos ovelhas do Supremo Pastor. Temos dias difíceis como qualquer outro, lutas silenciosas, medos, cansaço e momentos em que precisamos ser lembrados das mesmas verdades que pregamos. Também necessitamos de oração, encorajamento, graça e cuidado. Temos o privilégio de conduzir o rebanho, mas jamais deixamos de depender d’Aquele que conduz todas as coisas.
Se hoje há algo que desejamos mais do que elogios ou homenagens, é que sejamos vistos desta forma, e que sejamos alvos das orações da igreja para que possamos permanecer fiéis ao chamado que recebemos do Senhor. É isso que queremos neste Dia do Pastor.
Obrigado irmãos pelo carinho e principalmente pela honra de poder servi-los. Apesar de todas as nossas limitações, contem conosco! Aqui estamos e aqui queremos sempre estar!
Atenciosamente, seus servos…
Pastores Alex, Rogério, Antônio Francisco, Jackson Andrade, Jorge Simão, Otto Santos, João Manoel e Seminarista Eduardo.