OS ARDIS DE SATANÁS

Os tempos atuais têm sido tempos desafiadores. Aliás, sempre foram, mas a sensação que temos é a de que estamos em um beco sem saída. O aumento da maldade, da injustiça, da corrupção e a vulgarização da vida humana são assuntos presentes em muitas pautas de reuniões aqui e ali, mas, na maioria delas, de forma improdutiva. O homem não tem conseguido frear o avanço da violência e da imoralidade.

A humanidade está mergulhada num poço de perdição, distanciando-se cada vez mais de seu Criador, e o relato de Gênesis 3.1-7 nos apresenta o momento em que isso aconteceu: o distanciamento de Deus.

A serpente, símbolo da astúcia de Satanás, introduziu dúvida no coração de Adão e Eva, levando-os a escolher o caminho da rebeldia em detrimento da obediência a Deus. Esse episódio não é apenas uma narrativa antiga, mas um retrato da realidade humana até hoje: a tentação de relativizar a verdade de Deus e buscar soluções próprias para problemas espirituais.

Por meio de seus ardis, Satanás conseguiu fazer com que nossos pais fossem expulsos da presença santa de Deus. Quero convidá-los a compreender, um a um, esses ardis.

O primeiro deles foi esconder-se atrás de algo aparentemente inofensivo. Assim como se apresentou por meio da serpente, e não como realmente é, Satanás ainda se disfarça de boas intenções, por meio de discursos sedutores e até mesmo em muitas práticas religiosas. O perigo está em não discernirmos a voz de Deus da voz do diabo. Jesus mesmo repreendeu Pedro, chamando-o de “Satanás”, quando suas palavras contrariavam o plano divino (Mateus 16.23).

O segundo ardil foi convencer o homem de que a Palavra de Deus é discutível e descartável.

“Certamente não morrereis”, disse a serpente.

Essa mentira ecoa até hoje quando a pregação da Palavra perde sua urgência e é substituída por mensagens de autoajuda e exaltação humana. O resultado é a morte espiritual, a perda da comunhão com Deus.

O terceiro ardil é convencer a humanidade de que ela mesma pode resolver seus próprios problemas diante de Deus. Adão e Eva costuraram folhas de figueira, mas toda tentativa humana de cobrir sua nudez espiritual é insuficiente. Somente Deus pode vestir o homem com vestes de redenção.

Em Gênesis 3.21, o Senhor fez vestimentas de peles para o casal, apontando para o sacrifício de Cristo, cujo sangue cobre nossa vergonha e nos reconcilia com o Pai.

Estejamos atentos aos ardis de Satanás. Ele continua ativo, mas sua astúcia não é maior do que a graça de Deus. Onde abundou o pecado, superabundou a graça.

A vitória sobre os ardis do inimigo não está em slogans religiosos ou palavras de efeito, mas na suficiência de Cristo e na fidelidade à Sua Palavra. A humanidade não precisa de cintas, mas de vestes de salvação. Reconhecer a insuficiência das próprias obras e revestir-se da graça de Jesus é o caminho para vencer os ardis do inimigo.

Não subestimemos os ardis de Satanás, mas confiemos plenamente na suficiência de Cristo. Ele veio para destruir as obras do diabo (1 João 3.8) e garantir que, em breve, Satanás será esmagado debaixo dos pés de todos aqueles que permanecem firmes na fé (Romanos 16.20).

A bem da verdade, Satanás está nas lonas e em breve cairá.

Ele é um perdedor invicto! Pastor Alex Oliveira – vosso servo!