Homens, Onde Estão Vocês?

Nunca, em toda a história da humanidade, vimos a sociedade tão desajustada e tão sem rumo como nos tempos atuais. Uma crise de masculinidade assola as famílias. Filhos sem direção, mulheres abandonadas no beco escuro da incerteza, homens omissos, medrosos e acuados destoam do propósito original das escrituras. Assim, o clamor de Ezequiel 22.30 ecoa com ainda mais força nos dias atuais: “Busquei entre eles um homem que erguesse o muro e se colocasse na brecha diante de mim, em favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas não encontrei nenhum.” A pergunta ressoa como um grito: “Homens, onde estão vocês?”

Como já falamos, vivemos numa sociedade líquida, marcada por crises de valores, fragmentação das famílias e ausência de referenciais sólidos. O texto bíblico, por sua vez, denuncia uma realidade antiga: falta de homens dispostos a assumir responsabilidades espirituais, morais e sociais. Não se trata apenas de gênero, mas de postura. Homens que se levantem como líderes, protetores, provedores e intercessores. Homens que não se escondam atrás de desculpas, mas que estejam prontos a entrar na brecha por suas famílias e pela causa de Cristo.

O mundo atual oferece muitas distrações. O consumismo, a busca desenfreada pelo prazer e a indiferença diante da dor alheia têm anestesiado muitas consciências. Enquanto isso, famílias sofrem, comunidades se desintegram e valores se perdem. O chamado de Deus continua: “Homens, onde estão vocês?” Sim, onde estão aqueles que se colocarão como muralhas, que defenderão a verdade, que intercederão pelo mundo e que serão exemplos de integridade, força e fé?

Não é coincidência que a metáfora usada por Ezequiel seja a de um muro. O muro protege, delimita, traz segurança. Quando há brechas, o inimigo entra. Hoje, há brechas na educação, na política, na ética, na fé. Quem se dispõe a tapá-las? Quem se colocará diante de Deus em oração e será usado poderosamente por Ele?

Homens, não se omitam, em nome de Jesus. O silêncio diante da injustiça é cumplicidade. A ausência diante da família é abandono. A indiferença diante da fé é apostasia. O mundo precisa de homens que sejam presença, que sejam voz, que sejam exemplo. Homens que não apenas falem de valores, mas que os vivam. Homens que se levantem como intercessores, como construtores de pontes, como guardiões da esperança.

O desafio é grande, mas a promessa é maior. Deus continua a procurar aqueles que se disponham. Que nossas vidas sejam mais do que palavras: sejam um chamado à ação. Homens, onde estão vocês? Que se levantem, que se posicionem, que se coloquem na brecha! O tempo é agora!

Pr. Alex Oliveira – vosso servo!!