GLÓRIA AO JUSTO JUIZ!

“Mas o Senhor permanece no seu trono eternamente; preparou o seu tribunal para julgar. Ele mesmo julga o mundo com justiça; julga os povos com equidade.” Salmo 9:7-8

Certa vez assisti a um filme chamado “Prenda-me se for Capaz” dirigido e produzido por Steven Spielberg. Nele, Leonardo DiCaprio interpreta Frank Abagnale (lê-se Abganel) Jr., um jovem muito habilidoso na arte de falsificar documentos, cheques e até mesmo identidades. No filme, ele se apresenta como piloto, médico e advogado. Representava tão bem os seus personagens que conseguia enganar pessoas ilustres e instituições famosas, até mesmo a PANAM, uma das maiores companhias aéreas do mundo.

Em seu encalço estava Carl Hanratty, um agente do FBI interpretado por Tom Hanks que estava decidido a prendê-lo. Enquanto Frank criava novos personagens e inventava outras histórias, Carl continuava no seu encalço, procurando por ele em toda parte. Ele sabia que nenhuma mentira, por mais bem construída que fosse, conseguiria permanecer escondida para sempre. Bom, vou parar por aqui. Para saber o que aconteceu, melhor assistir o filme.

No mundo em que vivemos, muitas vezes temos a impressão de que os “Franks” sempre vencem. Temos visto a mentira sendo aplaudida, a injustiça prosperar e pessoas honestas simplesmente sendo tratadas como criminosas. Presenciamos situações tão estranhas que nos fazem perguntar: “Afinal de contas, onde está a justiça em meio a tudo isso?”

Essa indignação também estava presente nos tempos bíblicos. Os salmistas perguntaram por que os maus prosperavam. Os profetas denunciavam aqueles que pervertiam o direito, oprimiam os fracos e chamavam o mal de bem. Inclusive, Jesus também enfrentou muitos homens que aparentavam santidade, mas escondiam corrupção e injustiça no coração. Ele os comparou a sepulcros caiados: bonitos por fora, mas cheios de imundícia por dentro.

Portanto, sentir indignação diante da injustiça não é errado. O problema começa quando permitimos que essa indignação se transforme em ódio, desejo de vingança e falta de esperança. Quando isso acontece, o mal que condenamos começa a encontrar espaço dentro de nós.

A Bíblia não nos ensina a fechar os olhos diante da injustiça. Também não nos manda fingir que tudo está bem. Somos chamados a amar a verdade, defender o que é correto, proteger os vulneráveis e não participar das obras infrutuosas das trevas. Contudo, precisamos fazer tudo isso sem perder a fé e o domínio próprio.

O Reino de Deus nos apresenta uma justiça diferente. Nele, o poder não serve para dominar e enganar, mas para servir. A grandeza não está em ocupar os primeiros lugares, mas em se colocar ao lado dos humildes. A verdade não é uma ferramenta de conveniência, mas um caminho a ser percorrido. E ninguém, absolutamente ninguém, está acima do julgamento de Deus.

Podemos ficar desanimados ao perceber que algumas injustiças não recebem resposta imediata. Algumas mentiras parecem prosperar durante anos. Alguns culpados escapam do julgamento humano, enquanto inocentes sofrem. Porém, a demora de Deus não significa ausência. Seu silêncio não significa indiferença.

No filme, Frank Abagnale podia trocar de nome, uniforme e profissão, mas não podia fugir para sempre. Da mesma forma, os “Franks” da vida podem enganar muitas pessoas durante algum tempo, mas ninguém consegue enganar a Deus. O mal não reinará para sempre, Cristo sim. A verdade prevalecerá um dia e o justo Juiz colocará todas as coisas no seu devido lugar.

Até lá, não permita que a injustiça reinante roube o senso de justiça que Deus colocou em você. Não deixe que a mentira faça você abandonar a verdade. Não permita que a injustiça destrua sua esperança. Continue firme. O Reino de Deus permanece, e a sua justiça jamais falhará. Glória ao justo Juiz!

Pr. Alex Oliveira – vosso servo!