Porque não toleramos festas juninas

 

            As festas juninas ocupam lugar de destaque no calendário popular brasileiro. Música caipira, quadrilha, casamento na roça, fogueira, comidas e bebidas típicas homenageiam três santos idolatrados pelo Catolicismo no mês de junho: Santo Antonio, festejado no dia 13, lembrado em especial por quem espera casar, é homenageado com a distribuição do “pãozinho de Santo Antonio”; São João, honrado em 24 de junho, considerado santo festeiro e associado à manutenção das colheitas; São Pedro, comemorado no dia 29, considerado o “príncipe dos apóstolos” e o primeiro papa, é também chamado de “chaveiro do céu”, protetor das viúvas, dos pescadores e senhor dos fenômenos naturais como chuvas e relâmpagos.

            Os jesuítas trouxeram esses festejos joaninos, ou juninos, para o Brasil quando Portugal mantinha-nos como colônia. A esse conjunto de festas com inspiração no paganismo de povos celtas, bascos, egípcios e sumérios, somaram os festejos que os índios realizavam na mesma época para cultuar os elementos da natureza que, segundo suas tradições, abençoam a agricultura.

            O caráter religioso das festas juninas pode ser facilmente notado nas rezas, nas músicas e nas missas celebradas em louvor aos santos, mas também nas comidas e bebidas oferecidas às imagens honradas por católicos e adeptos das religiões afro-brasileiras. No mais, a diversão é rica em significado religioso, a exemplo dos fogos de artifício utilizados no dia de São João para despertá-lo e convidá-lo às comemorações do seu aniversário. O levantamento do mastro, com banda e foguetório, tem origem pagã e comemora a fertilidade da terra. As fogueiras são usadas para espantar os maus espíritos e trazer para todos bom presságio. Os balões trazem inscrições de louvor aos santos de devoção da época e, segundo professam, se os balões subirem ao céu após serem acesos, os pedidos serão recebidos e atendidos por São João.

            A origem e o propósito das festas juninas justificam a rejeição evangélica às mesmas, pois, a Bíblia Sagrada ensina que nenhum morto (João, Pedro e Antônio) pode interceder por homens junto a Deus, conforme João 14:13,14; Romanos 8:34; I Timóteo 2:5; I João 2:1, 2.

            A Palavra de Deus proíbe o culto e a consulta a mortos porque esta prática idólatra nos desvia da verdadeira adoração a Deus, promovendo a adoração àquilo que não tem poder para nos guardar e salvar (Eclesiastes 9: 5, 6; Isaías 8:19; Deuteronômio 5: 8 e 9, 18: 9-12; Atos 15:29; I Coríntios 10:21).

            Não é agradável a Deus e causa mal testemunho cristão tolerar estes festejos juninos, por isso, devemos nos recusar a participar de suas comemorações, impedindo que nossos filhos participem de quadrilhas, arraiais ou foguetórios muito comuns nesta época. Também não devemos comprar fogos de artifício, balões, fogueiras, roupas típicas ou outros elementos que nos aproximam das práticas pagãs e, portanto, contrárias à santidade que deve marcar a vida do servo de Deus.

            Agradeça sempre a Deus pelo produto da terra, fruto da sua boa vontade, e alimente-se com este sem participar de eventos que lembram as festas juninas, pois, em Deus está nossa felicidade, e por Ele fomos chamados das trevas para a luz, do engano junino para a verdade do Evangelho.

                                                                                                       Pr. Tarcísio Farias Guimarães

 

 

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