É MELHOR PERDER O JOGO DO QUE A HONRA

É MELHOR PERDER O JOGO DO QUE A HONRA

 

   Parece-me que o assunto relacionado à Seleção Brasileira de Futebol mais comentado na semana passada foi o comportamento do jogador Neymar Júnior, quando os brasileiros enfrentaram a Seleção de Futebol da Costa Rica. Pouco se falou sobre o gol marcado pelo famoso jogador. Palavrões, gestos agressivos e outras atitudes de desrespeito aos jogadores adversários e ao árbitro da partida ganharam destaque.
   Assistiu à partida meu filho, que tem apenas 5 anos de idade e já é um apaixonado por futebol. Assim como acontece com muitos meninos brasileiros, o Társis gosta muito do Neymar. Aqui começa minha preocupação. Um jogador de futebol pode tornar-se influência positiva ou negativa para muitas crianças que gostam do esporte. E o comportamento do Neymar no jogo com a Costa Rica não deve ser imitado ou justificado. É preciso que o jovem atleta revise-se e acolha outros valores, especialmente porque ele mesmo se identifica como cristão em alguns momentos.
   Se o Neymar tivesse frequentado a Organização Embaixadores do Rei, que reúne meninos de 9 a 16 anos de idade, teria estudado a lição intitulada “Regras nos Esportes”. Eu nunca consegui esquecer as quatro regras de ouro que ainda criança aprendi nas reuniões da Embaixada: 1) Ser honesto: Quando um Embaixador do Rei joga, está revelando o seu caráter. Nos esportes, como em qualquer outra ocasião, um Embaixador do Rei deve sempre falar e praticar a verdade. É melhor perder o jogo do que a honra; 2) Guardar os Lábios: O campo de esporte é sempre um bom lugar para lembrar o compromisso: “Prometo guardar meus lábios da mentira, da impureza e de tomar o nome de Deus em vão”; 3) Perder sem zangar: Você deve jogar para vencer e, se perder, perca com um sorriso no rosto; 4) Trabalhar em equipe: O Embaixador do Rei tem espírito de cooperação. Para o grupo vencer, todos têm que participar.
   Um jogador temente a Deus não simula faltas e não aceita ganhar de modo desonesto. Os seus lábios produzem paz, verdade e respeito. Suas atitudes são dignas e respeitosas em relação ao outro, uma vez que o outro atleta, ainda que adversário na competição esportiva, foi criado à imagem e semelhança de Deus. Reconhece a importância dos seus companheiros de time e, humildemente, deseja aprender com eles.
   Temos muito a aprender enquanto a Copa do Mundo de Futebol acontece, aprendizado que ultrapassa o esquema tático e o desempenho final dos times. Não vale a pena ganhar o jogo, ou mesmo a Copa, e perder a comunhão com Deus e, ainda, o respeito dos outros. Os fins não devem justificar os meios, portanto, as palavras sujas, as simulações e os gestos desrespeitosos do Neymar não devem ser imitados. O jeitinho brasileiro, que tanto nos prejudica como Nação, é reforçado com as atitudes indevidas em campo, diante da apaixonada torcida deste País do Futebol, da qual fazem parte crianças, pessoas em formação moldadas pelo exemplo daqueles que são por elas admirados.
   Pena que o Neymar Júnior não frequentou a Organização Embaixadores do Rei em uma Igreja Batista.
Pr. Tarcísio F. Guimarães

Deixe uma resposta